domingo, 1 de janeiro de 2012



talvez nem sequer assim me lembre das palavras. não é o mesmo palco mas fumo um cigarro meto a capa rija e até sei desolada que nem isto me eleva. 

as palavras mal escritas, a esquerda imperando sobre a direita, ao contrário do que seria de esperar.

"vem cá dormir, a nossa casa". olha que consolo paternal, falsa moral. tento colocar a capa rija mas nem ela mais me serve.

isto nem sentido faz, todo escrevinhado que nem criança na pré-primaria mas e depois, meto a capa rija, ou tento. acho que perdi-a algures com os 50 euros e o pouco de respeito e dignidade que  que ainda me sobrava.

afinal de contas até sou gira como dizia o outro e que bom, realmente saber que nem és feia de todo no primeiro dia do ano. 

nem me viste os pés arranjadinhos pela brasileira, tão preta como a indignidade que chamei ao teu amigo.

podia dizer que era uma puta mas não,não é isso...

tomo um banho nem a cabeça lavo, enfio-me na sala ninguém me vê e eu eu vejo tudo . tudo o que me faça distanciar da minha vergonha. 

pode isto nem ser nada mas mas alivia. e tudo o que eu quero agora +é um pouco de alivio. 

tirem-me pelo menos um quilo, voltem-me para onde voltar, só preciso de um pouco de menos peso, que a carga é pesada.

ponham-me e tirem-me a capa rija. Não quero nem saber.

HÁ gaivotas em terra, há tempestade no mar. ouviste?