terça-feira, 27 de dezembro de 2011

veneno

"Um aspecto vital da purificação interna que Pattabhi Jois ensina é relacionado com os seis venenos que cercam o coração espiritual. 

No Yoga Shāstra, é dito que Deus habita em nosso coração na forma de luz, mas que esta luz é coberta por seis venenos: kama (desejo), krodha (raiva), moha (desilusão), lobha (ambição), matsarya (inveja) e mada (preguiça)."

sou o meu próprio veneno?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

dicionário

frenético. gosto da palavra frenético.

"adj. e s.m. Atacado de frenesi.
Violento, apaixonado.
Insofrido, de mau humor, impaciente."

frenético

então... é um daqueles dias. daqueles que pairas e quase que paras ou encravas, melhor dizendo. 

mas depois pões a cena nos ouvidos e em playback mandas todos pr'aquele lado.

aliás, até cantas vão todos pr'o car ahaha ohohoho (os oooh bem escalados - do ao - que mete mesmo!). 

e só não danças em público mas assim que entras no hall do prédio dás logo uns passinhos à michael jackson - uma coreografia cheia de cabeças atiradas para trás, só para confirmar se ninguém entrou entretanto ou está a espreitar.

e se alguém torcer o nariz saltas logo "QUÉ QUE FOI QUAL É O TEU PROBLEMA? TÁS A OLHAR?"

isto hoje é à velocidade da luz...  frenéticooo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

se repetires a palavra sentido consecutivamente, perdes-lhe o sentido.

se lhe perdes o sentido, alcanças-lhe múltiplos significados.

num dobrar de sons é tudo, noutro já nada é -

- confusão. náusea. poder. vulnerabilidade. 

entendes?


sábado, 10 de dezembro de 2011

um coqueiro

há dias em que os coqueiros dão cocos. os coqueiros podem crescer até 30 m de altura. as folhas caem completamente, deixando o tronco liso.

domingo, 4 de dezembro de 2011

1000


Visualizações de páginas por país
Portugal
675
Rússia
171
Alemanha
82
Estados Unidos
43
Peru
20
Espanha
4
Reino Unido
2
Holanda
1
Porto Rico
1

sábado, 3 de dezembro de 2011

parallel lines - junior boys



If you found the words, would you really say them?
Or silent through the verse
Will mumble punctuation
Remembering the line, an empty metaphor
That you savored by yourself 
You're never cured
If I forgot the lines, is it easy enough to fake it?
Or do you need a moment to rememorize
And model it like a curse half disguised?

Leers, cheers, whispers and the tears
That final taste before you're taken away
Odds, ends, final amends
It's all right to say it
Just as long as you don't really think so

Give me a little room
To get on with concentration
Just enough to know
What I'm missing in education
Borrowing all the hours that you gave to me
It's a wonder I could ever breathe
Under all your thoughts
You'll hear the final answer
Of all the things you were that have been paralleled
All the voices that were raised and finally fell

Leers, cheers, whispers and tears
That final taste before you're taken away
Odds, ends, final amends
It's all right to say it
Just as long as you don't really think so

No lights
No show
No sets
That's all you get
No waits
No calls
No written tests for what you know

Leers, cheers, whispers and tears
That final taste before you're taken away
Odds, ends, final amends
It's all right to say it
Just as long as you don't really think so

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

sleeping beauty





impressão digital

e se todas elas fogem por entre os dedos, 
de quem são então as mãos que escrevem 
e descrevem quem elas são? 
e se todas se ausentam, 
quem fica pensando, detestando todas as que fogem por entre os dedos das mãos 
que descrevem as mãos de que lhe fogem todas então? 

só elas sabem de quem são as mãos mas se elas fogem é em vão...






ele Falabella



com simplicidade ele Falabella (Miguel)


A saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. 

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. 

Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. 

Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.

 Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. 

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, 

Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, 

Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. 

Saudade é basicamente não saber. 

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. 

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. 

Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu. 

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; 

se ele tem assistido às aulas de inglês, 

se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; 

se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; 

se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; 

se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; 

se ele continua cantando tão bem; 

se ela continua detestando o MC Donalds; 

se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. 

Saudade é não saber mesmo! 

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; 

não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; 

não saber como frear as lágrimas diante de uma música; 

não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. 

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. 

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... 

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. 

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;


Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

AMAResia


quero um amor como aquele de há pouco
que não era de cinema, nem era contado.
fui eu que vi no coração de viana oferecido ao marido,
eterno namorado.

era azul e no verso escrito de maresia,
de infinito como ele se declamou.
e ela de paixão roliça,
e ela de borboletas rubis
coradas do fogo que da barriga lhe voou às bochechas,
quando me disse feliz:

"para condizer com a carta de marinheiro.
ofereci-lhe um encarnado ainda há pouco, fez 20 anos comigo casado"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

sos request

dá-se a construção de um arranha-céus de milka sobre o meu caixote de lixo. 

salvem-me antes a torre tombe!

GODinho is everywhere!

o sérgio godinho deve andar a passar mal. a esforçar a voz como anda...
ele é a voz, eu os ouvidos e a cabeça dos dois!

woody 1971



digo antes assim: quantas vezes é possível apaixonarmos-nos pelo mesmo ser?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

brrrrrr

em certos (mesmo certeiros) momentos do dia apodera-se de mim uma melancolia desavergonhada, impulsiva e estupidamente romântica. e depois não sei o que fazer com ela.

tento:
- xô xô fora daqui! (brrrrrr) - enquanto sacudo a cabeça para os lados na esperança de que ela possa ser enxotada que nem mosquito desnorteado - sai sai! (brrrrggg) - já toda sacudida em vão.

e em vão continua a tentativa de concentração, essa que já longe vai, expulsa por engano ao invés da melancolia.

e ela dificilmente volta, mimada que é!

brrrrr

isto não é uma metáfora

passei meia (da) hora de almoço a simular reacções de susto.
não sei porque carga me assombram tais comportamentos mas pode ser que ainda venham a ser úteis.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

don't ya?

don't you just love this?

neste bairro

neste bairro há ruas de baixo e ruas de cima.
algumas se tocam, poucas se cruzam.
neste bairro há muitos bairros e nesses bairros há muitas pessoas.
nessas pessoas há muitas personagens
e dessas personagens muitas se cruzam mas poucas se tocam.

e isso hoje deixou-me a pensar.

still 2


(still) on the payroll?!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

sábado, 19 de novembro de 2011


é cliché é

(e quando ela dizia que não gostava de clichés...)

leve reminiscência do teu perfume
gravado num casaco há muito não usado
- esse que melhor recordo do que a ti.

queria ter sabido mas não ouso agora 
- loucura - seria perguntar.

devia ter sabido enquanto me vestia
nas manhãs morosas,
preguiçosas, 
perdidas nos minutos atentos ao teu covil
- impossível absorção de tanto em tampouco.

os olhos ávidos percorrendo os pormenores da tua rotina, 
os olhos ávidos absorvidos nos teus eleitos.

os abraços inebriados, viciados no teu cheiro, 
que nem teu era
- não era tua a matéria.

ingénua crença de que nunca,
nunca seria na prateleira da perfumaria que te poderia voltar a encontrar
- e nem iria, nem era - porque era outro que se usava de ti.

leve reminiscência desse perfume que se usava de ti.


classe média

- classe média (um luxo!), sapatinho do corte ingléz (sapataria guimarães), saquinho de compras na mão (não era a lancheira só por acaso...), estas betinhas vivem mesmo bem!

ass: o sociólogo do bem formoso


red lips

passei a personificar paredes, só me falta aprender a maquilhá-las
e depois já te posso perguntar WTF?!
qué'que'tás a dizer? use your fucking lips!
já que os pintei...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

o titanic de cacilhas

o titanic de cacilhas - final para um filme trágico.


um cacilheiro tenta atracar no meio da tempestade. 

a população agudizada pelo terror, grita espavorida na possibilidade de naufrágio. o rio impele vertiginosamente a estrutura pacóvia contra o porto, regurgitando despojos lamacentos.

enquanto isto ela cai num pesadelo revoluto de mares bravios, profundos.

acorda aliviada por abandonar tal angústia mas heis que se apercebe que não melhor é a realidade: o cacilheiro  não atracado é agora a imensidão do vazio, outrora preenchido pelos passageiros. (nota: os outros passageiros tinham sido salvos enquanto ela dormia)

sozinha percebe que as águas, às quais rezou devoluta e incessante para não cair (para não morrer), são ironicamente a sua única salvação.

salta angustiada e nada chorosamente - as suas lágrimas enchem a maré cada vez mais alta. 

está cada vez mais longe do único contacto terrestre (uma cadeira laranja, estilo plateia da associação desportiva de coina ). 

nada em vão, sabe que nunca a conseguirá alcançar, dado o topo em que se posiciona, mas nada, nada em vão, nada.

não, nada poderia qualquer michael felps conseguir.

marlene dietrich

Marlene Dietrich


sie haben recht!



fridays...


 ... pervelicious fridays.