posso dizer que a culpa é tua, mas talvez não compreendas.
provavelmente, certamente que, quando trespassaste esses olhos de soslaio num cigarro de baixo a cima de mim, não sabias e não sabes, ainda.
a culpa,
quando ainda continuo empenhada na playlist que não pediste,
quando nem quero saber dos vizinhos que tomaram de armazém, acampamento,
e antes disso, o acampamento também.
ouviste mesmo, eu sei.
sentiste, tenho a certeza.
agora uma forma diferente,
quando já não ouves.
foda-se...
tenho a playlist quase pronta, sabes? falta só acabar, mas ando a evitá-la também.
the end,
quando não consigo deixar de encontrar futuros nas músicas que para lá levo.
músicas que tu não pediste, da playlist que não pediste.
ainda assim desculpa, mas não acredito.
é que nem é questão de negação, é somente intuição.
sou boa nisto do sentir... dos sentimentos.
sabes?
era tão má, que profissionalizei-me.
demasiado.
extremos, entendes?
calma.
não pratico"amadoramente",
é só inato.
e vai soar arrogante mas não é suposto.
vais perder.
como não diferente das outras histórias:
um dia perdes e a minha cara sem mais pequena dose de malícia.
quando a paixão passar a compaixão de vez, vou gostar de ti,
mais ainda,
somente.
madeleine
"saudade é te matei de fome.
por vezes sentes saudades de quem não sente (...)"