eu também tenho runner-ups
mas também não sei se é real ou
se é só como me sinto.
sei agora sentada que não sou a única who
stopped
running down the road da poeira,
presa p'lo nó que o destino fez ao timo
da máquina em desatino
cujo suor cumpre de função proteger como antibiótico
a pele artilhada do coração.
foi ainda sentada que o vento se fez eco
que trespassou a minha orelha.
pontaria certeira ao teu cabelo em combustão
todo em cor de fogo,
com penteado fálico
e cheio de tesão.
então fiz muralha da poeira e'água
que aprendi a construir sem complicação
e da menina dos meus olhos fiz cadeloscópio
e do ruir da muralha fiz o ruído mais primitivo da comunicação.
falámos que as ideias eram jogos de paciência,
puzzles de peças complicadas
de cores emaranhadas com o chão
que deve ser sempre branco e nunca daquele mesclado que,
gera em excesso confusão...
tentámos descobrir a fórmula do tempo
a tempo do tempo soalheiro,
Dali de onde reinterpretámos a persistência
da memória
essa velha história que nos fez rodopiar
um milhão de vezes sobre nós mesmos
e gritar em modo alucinatório: estou faminto de infinito!