sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

delírio em las merdas 1879 concolagem

se fui neste fementido
não foi porque fiquei a fantasiar
vê tu agora quanto me esforço 
pra não fermentar nos folículos 
que feculam dentro do gesso que anseia fenobarbital

flácidos foliam
e nu'intento que não m' infectem as carnes 
me movo em rectos gestos
e quase nem posso respirar

robotizo -me em escala até ao parapeito do rio
colina fantasma ilumina-me o frio 
e ouçoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

"o texto muito ao longe
era o teu corpo na demanda
não me parecia escrito hoje
mas hoje quis tarefa branda
a de curar a ferida ao sol
no claro-escuro da varanda."

"Lisboa is beauti-ful !" (grudam-se penugens ao meu velcro)

e da barba feita e de full of strangers fujo 
já deslizando pela calçada d'avenida que cruzo 
cruz credo
some-se o fementido esfumaça-se o belo
cruz'avenida cruz credo
some-se o fementido 


esfumaça-se o belo